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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Tyrannides
 Wetmore & Miller, 1926
Parvordem: Tyrannida
Família: Rhynchocyclidae
 Berlepsch, 1907
Subfamília: Rhynchocyclinae
 Berlepsch, 1907
Espécie: T. sulphurescens

Nome Científico

Tolmomyias sulphurescens
(Spix, 1825)

Nome em Inglês

Yellow-olive Flycatcher


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Bico-chato-de-orelha-preta

O bico-chato-de-orelha-preta é uma ave passeriforme da família Rhynchocyclidae.

Seu nome significa: do (grego) tolma = ousado, arrojado; e myias, muia = papa-moscas, moscas; e do (latim) sulfur = enxofre, amarelo enxofre. ⇒ Papa-moscas ousado, amarelo enxofre.

Características

Mede 13-14 cm. Pode-se notar a cor acinzentada da cabeça, onde ressalta-se uma área branca ao redor dos olhos e à frente, até o bico. Na ave adulta, o olho é cinza claro, característica ótima para identificá-la (no juvenil, olho marrom). O bico é branco em baixo e escuro em cima, outro detalhe importante na determinação. Garganta clara. Nas asas, duas faixas amareladas, com as penas longas de voo com a borda clara. Barriga amarelada, com o peito levemente acinzentado. O canto é chamativo e, depois de aprendido, fica mais fácil localizar a ave. Canta o ano inteiro, sendo que de julho a dezembro emite o chamado durante todo o dia. Fica ativo até nas horas mais quentes do dia, com seu assobio alto, composto de duas ou três notas agudas. Em geral, o primeiro é mais curto, com os seguintes um pouco mais demorados, sempre espaçados entre si. Há variação individual no timbre, no espaçamento e no número de notas.

Alimentação

Os insetos que ocorrem entre a folhagem e ramos são visualizados e então capturados; eventualmente executam voos curtos ou mesmo acrobáticos para apanhar um inseto que foge.

Reprodução

Constrói um dos ninhos mais interessantes, juntando fibras negra de um fungo, Marasmius, encontrado entre as raízes das árvores (as fibras não são trançadas, apesar da aparência). Faz uma bola dependurada, com uma entrada lateral em forma de túnel virado para baixo, mais comprido do que o ninho propriamente dito. Está sempre na ponta de galhos finos e na parte baixa ou média da árvore, normalmente no interior da mata.

Ocasionalmente associam seus ninhos a colônias de insetos sociais (Vespas e Abelhas) para se beneficiar da agressividade dos insetos aumentar seu sucesso reprodutivo.

Canta muito próximo ao ninho. Os 2 ou 3 ovos são postos numa câmara situada na parte superior do ninho, sendo a entrada do mesmo na parte inferior, que é alongada e perpendicular ao solo. Geralmente é a fêmea quem se ocupa da incubação dos ovos, embora às vezes substituída pelo macho, durante 17 a 19 dias. Os filhotes abandonam o ninho com 22 a 24 dias de vida.

Hábitos

Insetívoro da parte média da mata seca e cerradão, ocasionalmente em manchas mais largas de mata ciliar em área sem inundação. Comum nos ambientes típicos, difícil de ser observado pela camuflagem da cor olivácea do corpo com a folhagem. Pousa em locais expostos (galhos e cipós), mas o comportamento de ficar parado à espera de uma presa passando também dificulta a localização. Depois de visualizado, é fácil de ser seguido, por dar pequenos voos até o próximo poleiro. Territorial, vive solitário ou em casais. É residente o ano todo no mesmo local.

Predadores

Distribuição Geográfica

Ocorre em todo o Brasil, sendo mais observado na região Sul e Sudeste.

Referências

Galeria de Fotos